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As temperaturas elevadas do verão representam um desafio acrescido para a saúde dos seniores. O acompanhamento diário do impacto clínico do calor no organismo envelhecido é uma prioridade para as nossas equipas multidisciplinares. Perceber como o corpo reage a esta estação é o primeiro passo para garantir a segurança e o bem-estar de quem mais ama.

 

Como o calor afecta o corpo da pessoa idosa_ sinais de alerta e cuidados essenciais

A fragilidade da termorregulação sénior

Com o avançar da idade, o corpo perde eficácia na regulação da sua temperatura interna. O processo de sudação diminui e a percepção térmica altera-se. A pessoa idosa pode não sentir o aumento real da temperatura ambiente, o que atrasa a adopção de comportamentos preventivos básicos, como procurar a sombra ou vestir roupas mais frescas.

 

O perigo da desidratação

Com o avançar da idade, a diminuição natural da sensação de sede — tecnicamente designada por hipodipsia — torna-se um dos factores mais críticos no verão. Isto significa que uma pessoa idosa pode correr o risco de sofrer uma desidratação grave sem chegar a sentir qualquer necessidade de beber água.

A nossa equipa recomenda a monitorização de sintomas que vão além da boca seca, entre os quais, confusão mental súbita, apatia, sonolência extrema, diminuição drástica ou escurecimento da urina, quebras de tensão arterial ou tonturas.

 

Proteger a pele

A derme sénior torna-se progressivamente mais fina, seca e vulnerável à radiação solar. A exposição excessiva não só provoca queimaduras severas, como acelera a perda de líquidos por via cutânea. A aplicação diária de protector solar com fator elevado (SPF 50) e o uso de vestuário de algodão ou linho são barreiras protectoras indispensáveis.