O diagnóstico de diabetes na terceira idade exige cuidados específicos, razão pela qual priorizamos uma abordagem multidisciplinar, onde a nutrição rigorosa e personalizada tem um papel essencial. Uma alimentação equilibrada é o pilar para controlar os níveis de glicemia, garantir qualidade de vida e prevenir complicações.

Compreender e adaptar as necessidades nutricionais da pessoa idosa diabética é um desafio diário. Partilhamos as principais orientações para garantir uma rotina mais saudável:
Erros comuns a evitar
- Restrição calórica e proteica excessiva: o que compromete a massa muscular e aumenta a fragilidade física (sarcopenia) não são os hidratos de carbono em si, mas sim a ingestão insuficiente de proteína e de energia total. Uma alimentação pode ser moderada em hidratos de carbono e, ainda assim, preservar a massa muscular.
- Confundir os rótulos e alegações nutricionais: estas menções têm significados diferentes e nenhuma delas garante, por si só, que o produto é adequado para uma pessoa diabética.
- “Light” indica uma redução de um nutriente (por exemplo, gordura ou açúcar) face ao produto de referência — mas o valor absoluto pode continuar a ser elevado.
- “Zero” / “Sem açúcares” significa que o produto não contém açúcar.
- “Sem adição de açúcares” quer dizer que não foram adicionados açúcares ou outros ingredientes com efeito adoçante equivalente — mas o produto pode conter açúcares naturalmente presentes (por exemplo, de fruta ou lacticínios).
- Alguns adoçantes usados nestes produtos podem, em quantidades elevadas, causar desconforto gastrointestinal.
- Jejuns prolongados: Saltar refeições aumenta o risco de hipoglicemia (quebras de açúcar), um quadro perigoso que pode provocar tonturas, quedas graves e confusão mental.
Boas práticas para o dia a dia
- Privilegiar hidratos de carbono complexos: optar por cereais integrais, leguminosas e vegetais. Sendo ricos em fibra, atrasam a absorção do açúcar no sangue e melhoram o trânsito intestinal.
- Adaptar o número e horário das refeições a cada pessoa: o número e o horário das refeições devem ter em conta o tipo de medicação, o apetite, a capacidade de deglutição e o risco de desnutrição de cada pessoa.
- Atenção redobrada à hidratação: com o envelhecimento, a sensação natural de sede diminui. A desidratação concentra os níveis de glicose no sangue, pelo que o consumo de água ou infusões sem açúcar deve ser activamente incentivado, mesmo sem sede aparente
Gerir a diabetes não significa perder o prazer das refeições. Com acompanhamento médico e nutricional adequado, é possível criar ementas saborosas e seguras. Na DomusVi, o nosso compromisso é cuidar do bem-estar global de quem confia em nós, promovendo a saúde através de excelência clínica, boa nutrição e muito afecto.